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Segurança Pública

Mais de 7 mil detentos estão em ativo trabalho no Paraná

Atualmente, o Sistema Prisional paranaense mantém parceria com 101 empresas instaladas em unidades prisionais e 461 canteiros próprios do Depen/PR

09 julho 2021 - 13h11Por Elisângela Silva Bispo Lima

Mentes desocupadas são oficinas para gestar o crime, mas uma mente ocupada é sociedade em progresso. Essa deve ser a visão de quem se preocupa com o próprio desenvolvimento pessoal e de sua sociedade.
No país com a maior população carcerária do mundo, toda iniciativa que favoreça a ocupação útil de seus presos é mais do que bem-vinda, chega a ser uma benção para a sociedade, no mais sentido pleno da palavra.
O Paraná vem se destacando como um dos estados que mais investem nas ressocialização e reintegração do preso à sociedade, com oportunidades de acesso à educação básica, superior e profissional, além das parcerias com empresas que empregam os detentos. 
São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul são os estados que mais têm presos trabalhando, de acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Apesar da pandemia e todos os entraves para a economia, o Paraná mantém 7,3 mil  presos em algum tipo de trabalho dentro do sistema prisional.  Esse número corresponde a 23% do total de detentos no estado, que chega a 31.618 detentos.
Os trabalhos são desenvolvidos dentro e fora das penitenciárias e casas de custódia, sempre sob a coordenação do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen/PR), vinculado à Secretaria de Estado da Segurança Pública.
De acordo com o Depen/PR, no momento o estado conta com 101 empresas instaladas em unidades prisionais do Paraná, além de 285 canteiros próprios do Depen/PR em unidades penais e 176 canteiros próprios em cadeias públicas. 
Além disso, os presos também ocupam postos de trabalho em mais 94 canteiros cooperados em unidades penais e 50 em cadeias públicas.
“O ato de empregar o preso possibilita que a segurança pública consiga ajudar na sua transformação. Esta é uma maneira de dar oportunidade a quem está no sistema prisional”, disse o secretário estadual da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares.
“As atividades laborais têm dado certo nas unidades prisionais do Paraná, há um crescimento estimulado. Com o apoio da Secretaria da Segurança e também das políticas públicas voltadas a este tipo de ação, o Depen tem dado a oportunidade de capacitação aos presos e a opção de não voltarem ao crime”, destacou.

Como funciona 
Trabalhar enquanto se está preso ajuda a reduzir a pena e rende um salário ao detento. Mas é preciso passar por uma avaliação criteriosa da Comissão Técnica de Capacitação (CTC), para conseguir o benefício.
Assistentes sociais, pedagogos, psicólogos e departamento jurídico formam a equipe que avalia cada preso, o perfil para o trabalho e até o tipo de crime cometido é considerado na decisão final.
Trabalhar aumenta a autoestima do preso, além de oportunizar uma renda extra para as famílias. 
O salário recebido pelos presos tem um desconto de 25% que vai para o fundo penitenciário, que paga o salário dos detentos que trabalham internamente; 3/4 do restante fica para a família do detento e 20% é depositado em uma conta, para ser sacado quando estiver em liberdade.