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Política

'Diário Oficial' da União publica exoneração de Ricardo Salles 

Presidente Bolsonaro nomeia Joaquim Álvaro Pereira Leite como novo ministro do Meio Ambiente 

23 junho 2021 - 20h37Por Elisângela Silva Bispo Lima

O então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, pediu demissão do cargo nesta quarta-feira (23). A notícia repercutiu rapidamente na imprensa brasileira e internacional.
Salles vem enfrentando uma queixa crime sobre possível “negligência” na extração ilegal de madeira na floresta amazônica. O ex-ministro é acusado de obstruir as investigações da polícia ambiental nesse caso. Salles se defende das acusações.
O “Diário Oficial da União" informou que a exoneração foi a pedido do próprio Salles. Juntamente com a exoneração, o presidente Jair Bolsonaro nomeou como substituto para o cargo Joaquim Álvaro Pereira Leite, que já integrava o Ministério do Meio Ambiente como secretário da Amazônia e Serviços Ambientais.

Trajetória

 Ricardo Sales é advogado, administrador e tem carreira na política também. Sua vida pública começou em São Paulo, no governo de Geraldo Alckmin, fundou o Movimento Endireita Brasil (MEB) e assumiu o cargo de conselheiro da Sociedade Rural Brasileira (SRB), organização representa os interesses da agropecuária brasileira.
A convite do presidente eleito em 2018, Jair Bolsonaro, Salles deixou o Conselho da SRB para assumir a pasta do Meio Ambiente.

Nesta terça (22), o ex-ministro foi elogiado pelo presidente. "Prezado Ricardo Salles, você faz parte da história. O casamento da Agricultura com o Meio Ambiente foi um casamento quase que perfeito. Parabéns, Ricardo Salles. Não é fácil ocupar seu ministério. Por vezes, a herança fica apenas uma penca de processos", declarou Bolsonaro.

Defesa

Após o pedido de demissão, Salles desabafou, explicando as dificuldades enfrentadas durante o exercício da pasta. 
"Experimentei ao longo desses dois anos e meio muitas contestações, tentativas de dar a essas medidas caráter de desrespeito à legislação, o que não é verdade", declarou.
Ele ainda salientou que o Brasil precisa investir em obras de infraestrutura para "continuar sendo o grande líder do agronegócio".